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E eu preciso mesmo aprender a controlar essa ansiedade.
E também preciso aprender a lidar melhor com o que está fora do meu controle. Mas não sei se a tática do ‘talvez tenha sido melhor assim/tudo tem seu tempo’ realmente funciona. Quando eu quero alguma coisa, eu quero agora.
Por isso acredito que três semanas é um tempo maior do que o suportável – para não dizer patológico. E essa sensação de estar deixando de viver/aproveitar muita coisa nesse interim é emocionalmente dilacerante...
Três semanas,
acho melhor eu parar de contar.
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25 de maio de 2009
24 de maio de 2009
instinto
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E a utopia de ser mãe volta, de tempos em tempos, e me faz repensar sobre a verdadeira dimensão de gerar uma nova vida.
Mas desta vez questionei os outros 50% do zigoto. E percebi que a minha vivência e meu ideal de figura paterna se tornaram verdadeiros beligerantes.
Se me orgulho de dizer 'pai e mãe, ouro de mina', também coloco em xeque a imprescindibilidade da figura masculina. Pela primeira vez repenso o verdadeiro significado do termo 'produção independente'.
Talvez seja uma responsabilidade grande demais ter que escolher um pai para os filhos. Não há nada que garanta a validade dos vínculos marido/mulher. Não a ponto de ser possível compartilhar com outra pessoa a incumbência de gerar, proteger e viabilizar a existência de um filho.
Em tempos de volubilidade emocional, onde o menor vento é capaz de desmanchar os laços entre os casais, não seria sensato condenar uma criança a ligar-se a um pai que pode tornar-se ausente, relapso ou não-afetivo. Os filhos não têm culpa.
E se o homem não é mais o responsável exclusivo pelo sustento das famílias, a figura da mãe-provedora deixou de ser uma utopia. A emancipação feminina está virtualmente completa...
Virtualmente. A perpetuação da espécie ainda depende dos gametas masculinos.
E eu tenho, dentro de casa, a prova maior de que ter um Pai é uma das grandes venturas da vida.
Fato é que minha incredulidade nas relações interpessoais não é capaz de suprimir o instinto materno. E também não vou reduzir [sarcasticamente] a participação masculina a simples detalhe técnico...
Que os anos façam-se luz nesse meu beco sem saída.
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E a utopia de ser mãe volta, de tempos em tempos, e me faz repensar sobre a verdadeira dimensão de gerar uma nova vida.
Mas desta vez questionei os outros 50% do zigoto. E percebi que a minha vivência e meu ideal de figura paterna se tornaram verdadeiros beligerantes.
Se me orgulho de dizer 'pai e mãe, ouro de mina', também coloco em xeque a imprescindibilidade da figura masculina. Pela primeira vez repenso o verdadeiro significado do termo 'produção independente'.
Talvez seja uma responsabilidade grande demais ter que escolher um pai para os filhos. Não há nada que garanta a validade dos vínculos marido/mulher. Não a ponto de ser possível compartilhar com outra pessoa a incumbência de gerar, proteger e viabilizar a existência de um filho.
Em tempos de volubilidade emocional, onde o menor vento é capaz de desmanchar os laços entre os casais, não seria sensato condenar uma criança a ligar-se a um pai que pode tornar-se ausente, relapso ou não-afetivo. Os filhos não têm culpa.
E se o homem não é mais o responsável exclusivo pelo sustento das famílias, a figura da mãe-provedora deixou de ser uma utopia. A emancipação feminina está virtualmente completa...
Virtualmente. A perpetuação da espécie ainda depende dos gametas masculinos.
E eu tenho, dentro de casa, a prova maior de que ter um Pai é uma das grandes venturas da vida.
Fato é que minha incredulidade nas relações interpessoais não é capaz de suprimir o instinto materno. E também não vou reduzir [sarcasticamente] a participação masculina a simples detalhe técnico...
Que os anos façam-se luz nesse meu beco sem saída.
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21 de maio de 2009
finados
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Ontem assisti ao jogo do Timão em um bar da rodoviária.
Eu (tomando Tampico) e uns cinco caras bebendo cerveja e falando besteira.
Eles xingaram, vibraram, opinaram e me fizeram dar boas risadas com suas histórias e as expressões de raiva ou alegria toda vez que o Ronaldo pegava na bola.
Fui embora antes do jogo acabar.
O dono do bar teve que fechar mais cedo. Tinham que ir a um velório.
As velhas portas de metal enferrujado baixaram e aqueles homens se foram, cambaleantes, procurar outro lugar pra assistir ao fim do segundo tempo.
Eu fui para o meu ônibus.
Na viagem, morte, vida, futebol e cerveja se misturavam na minha mente absorta pelo sono.
O dono do bar nunca mais vai ver o amigo falecido.
E eu nunca mais vou ver aquelas pessoas que mudaram a minha noite.
Viver é ter aceitar a morte que chega mais perto a cada dia.
E morrer nem sempre é apenas deixar de estar vivo.
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Ontem assisti ao jogo do Timão em um bar da rodoviária.
Eu (tomando Tampico) e uns cinco caras bebendo cerveja e falando besteira.
Eles xingaram, vibraram, opinaram e me fizeram dar boas risadas com suas histórias e as expressões de raiva ou alegria toda vez que o Ronaldo pegava na bola.
Fui embora antes do jogo acabar.
O dono do bar teve que fechar mais cedo. Tinham que ir a um velório.
As velhas portas de metal enferrujado baixaram e aqueles homens se foram, cambaleantes, procurar outro lugar pra assistir ao fim do segundo tempo.
Eu fui para o meu ônibus.
Na viagem, morte, vida, futebol e cerveja se misturavam na minha mente absorta pelo sono.
O dono do bar nunca mais vai ver o amigo falecido.
E eu nunca mais vou ver aquelas pessoas que mudaram a minha noite.
Viver é ter aceitar a morte que chega mais perto a cada dia.
E morrer nem sempre é apenas deixar de estar vivo.
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muros
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Nunca fui um poço de cordialidade. Admiro-me até com as amizades que eu consegui conquistar no colegial. Algumas daquelas pessoas merecem um prêmio por me agüentar em todas as manhãs de mau humor e ainda serem meus amigos até hoje...
Hoje vejo que a tendência anti-social, que eu fazia questão de deixar explícita, era apenas um mecanismo de defesa. Eu tinha medo. Medo das pessoas, medo de ser magoada, medo de não ser aceita, medo de ficar sozinha. Para me proteger, fechei-me em copas, construindo muros altos para que ninguém visse quem era, de fato, aquela menina estranha atrás dos óculos...
Poucos conseguiram, verdadeiramente, transpor os muros que ergui. Alguns por insistência; outros, poucos, porque eu permiti. Para esses escolhidos, abri as portas da minha vida, da minha casa, da minha mente e do meu coração. As confidências, as lágrimas, os porres, os filmes, os micos, as tardes na escola, as brigas, as fotos... As mesmas fotos que hoje vejo na parede do meu quarto em Marília.
A Medicina me levou embora e criou barreiras talvez maiores do que os muros que eu outrora construí.
Ainda bem! Aquelas pessoas que estavam realmente próximas ficaram do lado dentro dos muros. Quanto às demais, os muros, a distância, o tempo e a vida se encarregaram de afastar ainda mais de mim.
Não sou de acreditar em destino, mas, na primeira semana de Marília, perdi toda a agenda do meu celular. Hoje, dois meses depois, o meu chip tem apenas os poucos números que eu realmente faço questão de ter. Obra do destino ou simples coincidência, aqueles nomes na minha agenda representam exatamente as amizades que as muralhas da vida ainda não puderam destruir.
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Nunca fui um poço de cordialidade. Admiro-me até com as amizades que eu consegui conquistar no colegial. Algumas daquelas pessoas merecem um prêmio por me agüentar em todas as manhãs de mau humor e ainda serem meus amigos até hoje...
Hoje vejo que a tendência anti-social, que eu fazia questão de deixar explícita, era apenas um mecanismo de defesa. Eu tinha medo. Medo das pessoas, medo de ser magoada, medo de não ser aceita, medo de ficar sozinha. Para me proteger, fechei-me em copas, construindo muros altos para que ninguém visse quem era, de fato, aquela menina estranha atrás dos óculos...
Poucos conseguiram, verdadeiramente, transpor os muros que ergui. Alguns por insistência; outros, poucos, porque eu permiti. Para esses escolhidos, abri as portas da minha vida, da minha casa, da minha mente e do meu coração. As confidências, as lágrimas, os porres, os filmes, os micos, as tardes na escola, as brigas, as fotos... As mesmas fotos que hoje vejo na parede do meu quarto em Marília.
A Medicina me levou embora e criou barreiras talvez maiores do que os muros que eu outrora construí.
Ainda bem! Aquelas pessoas que estavam realmente próximas ficaram do lado dentro dos muros. Quanto às demais, os muros, a distância, o tempo e a vida se encarregaram de afastar ainda mais de mim.
Não sou de acreditar em destino, mas, na primeira semana de Marília, perdi toda a agenda do meu celular. Hoje, dois meses depois, o meu chip tem apenas os poucos números que eu realmente faço questão de ter. Obra do destino ou simples coincidência, aqueles nomes na minha agenda representam exatamente as amizades que as muralhas da vida ainda não puderam destruir.
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18 de maio de 2009
fugaz
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Quisera eu ter tempo para escrever tudo que penso,
pra treinar tudo que gosto,
pra estudar tudo o que preciso,
pra festejar tudo o que eu mereço
e pra viver tudo o que quero.
Quem determinou que o dia deveria ter apenas 24 horas
nunca teve 19 anos na vida!
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Quisera eu ter tempo para escrever tudo que penso,
pra treinar tudo que gosto,
pra estudar tudo o que preciso,
pra festejar tudo o que eu mereço
e pra viver tudo o que quero.
Quem determinou que o dia deveria ter apenas 24 horas
nunca teve 19 anos na vida!
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8 de maio de 2009
cultivando utopias
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Na estrada, voltando pra Franca, sonhando acordada com coisas que eu sei que não vão acontecer, o rádio me mostra uma realidade que não quero enxergar.
'Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia'
Por alguns segundos, reprimo meus pensamentos, tentando convencer a mim mesma das verdades que todo mundo diz. Mas acabo por sucumbir às fantasias. Essas divagações sobre um futuro incerto enchem minha alma de uma esperança palpitante e produzem em meu rosto uma expressão de felicidade que as outras pessoas no carro por certo não entenderiam.
Mas a música continua...
'Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora'
Eu fujo. Do carro para o céu anil dessa tarde quente de outono. Mentindo para mim mesma. Feliz com a minha ilusão particular.
A vida lá fora pode esperar.
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Na estrada, voltando pra Franca, sonhando acordada com coisas que eu sei que não vão acontecer, o rádio me mostra uma realidade que não quero enxergar.
'Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia'
Por alguns segundos, reprimo meus pensamentos, tentando convencer a mim mesma das verdades que todo mundo diz. Mas acabo por sucumbir às fantasias. Essas divagações sobre um futuro incerto enchem minha alma de uma esperança palpitante e produzem em meu rosto uma expressão de felicidade que as outras pessoas no carro por certo não entenderiam.
Mas a música continua...
'Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora'
Eu fujo. Do carro para o céu anil dessa tarde quente de outono. Mentindo para mim mesma. Feliz com a minha ilusão particular.
A vida lá fora pode esperar.
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17 de abril de 2009
welcome to the jungle!
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Como é possível uma vida mudar tanto em apenas um mês?
Resposta única: Faculdade de Medicina de Marília.
Hoje, um mês depois do último post, escrevo com uma tranquilidade que causaria inveja a muitos monges tibetanos. Hoje, surpreendo-me comigo mesma e com a capacidade humana de aceitar, mudar e se adaptar. Hoje, relembro tudo o que vivi nesse último mês e sou obrigada a aceitar que foi muito mais intenso, doloroso e representativo do que tudo o que eu havia vivenciado no último ano. Não que 2008 tenha sido inútil, mas não posso negar uma tendência natural a apagar da memória todo o sofrimento dos últimos 12 meses.
Crescer dói. E não é a dor da osteocondrite da tuberosidade, sentida durante o estirão de crescimento. É uma dor visceral, crônica, que atinge a alma e o coração, desencadeando um processo irreversível de amadurecimento pós-adolescente. E comigo não foi diferente: se hoje eu escrevo nesse blog sem molhar o teclado é porque já chorei muito antes de chegar até aqui. E esse ‘até aqui’ é bem mais distante do que eu podia imaginar. Estudante de Medicina. Morando sozinha. Sozinha.
Sozinha com os 600 alunos da faculdade.
400 veteranos para decorar os nomes.
80 alunos na gloriosa XLIII.
Sozinha?
Hoje, um mês depois do último post, vejo o passado recente cada vez mais distante. Vejo que algumas poucas pessoas (especiais, em essência) vão permanecer e que muitas outras novas vão chegar. E vejo, com um certo receio típico de quem vislumbra o novo, que esse mês foi apenas respaldo técnico-estrutural para tudo o que ainda há de vir.
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Como é possível uma vida mudar tanto em apenas um mês?
Resposta única: Faculdade de Medicina de Marília.
Hoje, um mês depois do último post, escrevo com uma tranquilidade que causaria inveja a muitos monges tibetanos. Hoje, surpreendo-me comigo mesma e com a capacidade humana de aceitar, mudar e se adaptar. Hoje, relembro tudo o que vivi nesse último mês e sou obrigada a aceitar que foi muito mais intenso, doloroso e representativo do que tudo o que eu havia vivenciado no último ano. Não que 2008 tenha sido inútil, mas não posso negar uma tendência natural a apagar da memória todo o sofrimento dos últimos 12 meses.
Crescer dói. E não é a dor da osteocondrite da tuberosidade, sentida durante o estirão de crescimento. É uma dor visceral, crônica, que atinge a alma e o coração, desencadeando um processo irreversível de amadurecimento pós-adolescente. E comigo não foi diferente: se hoje eu escrevo nesse blog sem molhar o teclado é porque já chorei muito antes de chegar até aqui. E esse ‘até aqui’ é bem mais distante do que eu podia imaginar. Estudante de Medicina. Morando sozinha. Sozinha.
Sozinha com os 600 alunos da faculdade.
400 veteranos para decorar os nomes.
80 alunos na gloriosa XLIII.
Sozinha?
Hoje, um mês depois do último post, vejo o passado recente cada vez mais distante. Vejo que algumas poucas pessoas (especiais, em essência) vão permanecer e que muitas outras novas vão chegar. E vejo, com um certo receio típico de quem vislumbra o novo, que esse mês foi apenas respaldo técnico-estrutural para tudo o que ainda há de vir.
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17 de março de 2009
aceitando os fatos
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Meu pai me disse pra chorar. ‘Não precisa pagar de forte, não precisa fazer o que fez no shopping’. Pai conhece o filho que tem.
Segurar o choro vem se tornando minha especialidade – uma das mais idiotas de todas as minhas habilidades. E a tática de fazer piada com a própria desgraça também vem funcionando muito bem, obrigada.
Além disso, espero não ser a única pessoa do mundo que sorri quando está nervosa e morrendo de vontade de se esvair em lágrimas. E se eu for me perdôo: cada um demonstra (ou esconde) seus sentimentos de uma forma, a minha é apenas a mais idiota de todas.
Também descobri que é impressionante a quantidade de músicas de corno no universo sertanejo. Mas se eu sempre ouvi essas mesmas músicas, porque será que eu só reparei nisso agora? Acho que a gente só dá atenção ao que nos atinge de alguma forma... Ossos do ofício.
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Meu pai me disse pra chorar. ‘Não precisa pagar de forte, não precisa fazer o que fez no shopping’. Pai conhece o filho que tem.
Segurar o choro vem se tornando minha especialidade – uma das mais idiotas de todas as minhas habilidades. E a tática de fazer piada com a própria desgraça também vem funcionando muito bem, obrigada.
Além disso, espero não ser a única pessoa do mundo que sorri quando está nervosa e morrendo de vontade de se esvair em lágrimas. E se eu for me perdôo: cada um demonstra (ou esconde) seus sentimentos de uma forma, a minha é apenas a mais idiota de todas.
Também descobri que é impressionante a quantidade de músicas de corno no universo sertanejo. Mas se eu sempre ouvi essas mesmas músicas, porque será que eu só reparei nisso agora? Acho que a gente só dá atenção ao que nos atinge de alguma forma... Ossos do ofício.
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14 de março de 2009
consummatum est
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alguém anotou a placa? a sensação de ter sido atropelada por um Mercedez-Bens LS 1634 me mostra, há algumas horas, como vai ser daqui pra frente.
'daqui pra frente'. agora eu entendo aquela história de que todo fim é um recomeço. o problema é que eu nem sei por onde começar a recolher os cacos...
o fim mais incomensuravelmente singular. surreal, no sentido ruim da palavra. mas é o fim. definitivo, como tudo que [não] é simples.
hoje eu escolho o mais difícil, o mais doloroso e o mais idiota também.
o caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor...
seguir em frente.
do meu jeito.
até o fim.
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alguém anotou a placa? a sensação de ter sido atropelada por um Mercedez-Bens LS 1634 me mostra, há algumas horas, como vai ser daqui pra frente.
'daqui pra frente'. agora eu entendo aquela história de que todo fim é um recomeço. o problema é que eu nem sei por onde começar a recolher os cacos...
o fim mais incomensuravelmente singular. surreal, no sentido ruim da palavra. mas é o fim. definitivo, como tudo que [não] é simples.
hoje eu escolho o mais difícil, o mais doloroso e o mais idiota também.
o caminho mais fácil nem sempre é melhor que o da dor...
seguir em frente.
do meu jeito.
até o fim.
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13 de março de 2009
os dois lados
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CARA
duas semanas de 'casa' nova. Uma liberdade relativamente ampla e um shopping a dois quarteirões de casa...
COROA
Meu mundinho cor-de-rosa se tingiu de cinza, o mesmo cinza do céu de Ribeirão nessa sexta-feira sombria. Sexta-feira 13.
Do céu ao inferno em menos de uma semana. De novo.
Mais incompreenssível do que eletromagnetismo. A Vê me perguntou se havia acontecido alguma coisa. Não aconteceu, mas talvez teria sido melhor se tivesse acontecido.
Todo mundo diz que a verdade sempre é o melhor, mas talvez eu sofresse menos com uma mentira bem contada.
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CARA
duas semanas de 'casa' nova. Uma liberdade relativamente ampla e um shopping a dois quarteirões de casa...
COROA
Meu mundinho cor-de-rosa se tingiu de cinza, o mesmo cinza do céu de Ribeirão nessa sexta-feira sombria. Sexta-feira 13.
Do céu ao inferno em menos de uma semana. De novo.
Mais incompreenssível do que eletromagnetismo. A Vê me perguntou se havia acontecido alguma coisa. Não aconteceu, mas talvez teria sido melhor se tivesse acontecido.
Todo mundo diz que a verdade sempre é o melhor, mas talvez eu sofresse menos com uma mentira bem contada.
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