25 de setembro de 2012

na visão deles

_____________________________________________________________________________________



Como simplificar uma relação complicada, de acordo com um homem. 
Capítulo Único. 



B. E aí, o que você conta de bom?

F. Ahh, nada.  De bom nada. Briguei com o H. pela milionésima vez esse fim de semana. 

B. Vixi! E agora? Vai esperar ele ir conversar com você?

F. Nada, a gente continua se falando todo dia. Mas agora eu cansei! Não aguento mais isso. A gente nunca vai dar certo como casal, mas é ótimo como amigo. Então melhor ser só amigo mesmo.

B. Amizade colorida. É sucesso!

F. É, mas a gente já tentou isso também. Ficar sem complicação nenhuma. Mas não dá. É só acontecer alguma coisa que lá vai a gente discutir a relação que não tem.

B. Xiii. Não salva nem o sexo?

F. Nada de sexo! Besta! 

B. Tá aí então. É por isso que vocês discutem tanto a relação!


_____________________________________________________________________________________

5 de junho de 2012

no gelo

_____________________________________________________________________________________



      E eu queria te contar que passei a tarde assistindo jogos de hockey e descobri um novo passatempo na minha vida. Afinal, um esporte violento e agressivo em que as brigas entre os jogadores são comuns, só pode ser muito divertido. E que juíz de hockey deve ser um cara muito bem pago e muito corajoso e, com certeza, é uma das profissões mais perigosas do mundo. E que todos os jogadores não fazem a barba - tipo losermanos mesmo - durante os playoffs, até que a equipe dele seja eliminada e que isso é só uma das muitas tradições e  superstições desse esporte. E que NENHUMA equipe da NHL pode usar o uniforme número 99,  em homenagem a Wayne Gretzky (aquele que a Robin tanto fala no How I Met Your Mother) e eu acho isso sensacional porque o cara parou de jogar em 1999 (superstição?), sempre está assistindo aos jogos e torcendo como um louco (e quase entrando no campo) e tem o modesto apelido de The Great One. 
      E não ia ter nenhuma graça nenhuma contar essas coisas pras minhas amigas - que vão me olhar com aquela de cara de 'do que você está falando?' de sempre. Mas, então, eu lembrei que eu não ia poder te falar nada disso porque, pra variar, eu estraguei tudo. Que não vou poder te ligar e chamar pra assistir um jogo comendo Doritos e bebendo Heineken, nem pra ir comer temaki, nem pra ir no cinema, nem pra ir correr comigo (coisa que eu acho que você nunca ia fazer mesmo). E isso porque eu estraguei tudo. E porque eu sei que pedir desculpas agora não vai adiantar nada.


_____________________________________________________________________________________



7 de maio de 2012

e você acha que está sofrendo?

_____________________________________________________________________________________








New Girl - 01x23




Quando sua amiga te diz que te entende, mas nem dá bola pros seus dramas mais, talvez seja a hora de rever o quanto você anda bancando a Maria do Bairro por aí... 






_____________________________________________________________________________________

porque nenhuma boa história começa com "um dia eu estava comendo alface..."

_____________________________________________________________________________________



e depois de muito saquê e uma séria privação de sono, lá fui eu ser mais sincera do que deveria - só pra continuar sendo insuportável como habitual - e disse:
– então, o único problema é que eu quero ser escolha e não opção.
e, por mais que seja verdade, a questão é que ele não era o cara que deveria estar ouvindo isso...



_____________________________________________________________________________________

6 de maio de 2012

e então...

_____________________________________________________________________________________





eu percebi que estou vivendo em um universo tão paralelo...
que tenho medo de não encontrar o caminho pra voltar.




 _____________________________________________________________________________________

30 de setembro de 2011

ressaca

_______________________________________________________________________________________



Os viciados em amor tentam a todo custo preencher suas vidas com aquilo que não conseguem ter. Então serve qualquer coisa pra tapar o buraco que o amor deixou.
Inclusive vodka.





_______________________________________________________________________________________

24 de julho de 2011

o que eu faço agora que o meu mundo está de pernas pro ar?

_______________________________________________________________________________________





E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz.





_______________________________________________________________________________________

6 de julho de 2011

dúvida

_______________________________________________________________________________________



Sofre mais quem espera sempre ou quem nunca esperou ninguém?
Pablo Neruda



_______________________________________________________________________________________

here it comes again

_______________________________________________________________________________________



E me bastava te ver, bastava você rir, e pegar minha mão às vezes. Eu me apaixonava na mesma medida que me iludia. Ilusão. Não que ilusão seja ruim. É preciso de vez em quando, muito de vez em quando...


_______________________________________________________________________________________

drama

_______________________________________________________________________________________




Amores platônicos, incertezas, angústias, vontades de parar de andar enquanto estou atravessando a rua, medos de me jogar sem querer do viaduto...

Muito mexicana essa minha vida, muita intensidade, muito momento, sobra pouco pra amanhã.



_______________________________________________________________________________________

partida

_______________________________________________________________________________________



Eu sou absolutamente incapaz de manter vínculos afetivos.
De alguma maneira - estúpida ou cruel - sempre afasto as pessoas de mim.
Ou, talvez, ninguém consiga me aguentar por muito tempo mesmo.
No fim, só resta o medo - real e excruciante - de não sobrar ninguém...



_______________________________________________________________________________________

12 de janeiro de 2011

tudo o que eu queria é...

_______________________________________________________________________________________



receber cartas que não fossem contas
ser mais otimista.
um suprimento infinito de água com gás.
ter corpo de balé.
que todo amor fosse possível.
um abraço de apoiar a cabeça.
um pocket show do Kings of Convenience no meu aniversário.
sentir frio na barriga.
ser livre da gula.
correr uma maratona.
não sofrer tanto com as ausências.
ir ao cinema três vezes por semana (no mínimo).
conseguir demonstrar o quanto eu quero bem.
assistir a um derby della madonnina na curva sud.
a volta definitiva do Los Hermanos.
o Jude Law.
não ter humor em modo random.
morar em Londres.
ter conversas difíceis olhando nos olhos.
deixar acontecer.
me sentir menos culpada.
valorizar as pessoas.
morrer aos 90... de velhice.


_______________________________________________________________________________________

2 de janeiro de 2011

conselho

_______________________________________________________________________________________




Então fica assim: você pensa, pensa, pensa, pensa nisso muito, muito. Vai doer, vai abrir feridas recentes, vai sangrar... Vale chorar também. Entende tudo - o que aconteceu, os erros, as falhas, os acertos, os pontos cegos. Determina os próprios pontos fracos e coloca a melhora deles como seu objetivo. (E você é bom nessa coisa de objetivos!) E no fim, vai ser bom. Pode confiar em mim.


02 de janeiro, às 04:49



_______________________________________________________________________________________

23 de dezembro de 2010

aquelas nossas conversas...

_______________________________________________________________________________________



- sinto saudades de posts.
- pensei muito nisso hoje. vivi muito, escrevi pouco. tenho conversado infinitamente sobre o que penso. mas perdi a vontade de escrever. talvez porque o que eu realmente queria com o blog era alguém pra ouvir os devaneios que eu tinha pra dizer.
- e achou essa pessoa?
- não uma. várias. adequadas a cada momento. ou assunto.
- que bom então. queria pessoas assim também.
- eu achei quando parei de procurar. na verdade, acho que parei de procurar alguém com quem eu pudesse falar e comecei a ouvir. e acabei - acidentalmente - abrindo as portas para refletir, compartilhar e falar tudo o que eu tinha pra dizer.



no fim, todos desejam ser ouvidos...



_______________________________________________________________________________________

30 de outubro de 2010

just let him go...

_______________________________________________________________________________________


B: Then look down deep, into the soul I know you have, and tell me if what you feel for me is real, or if it's just a game. If it's real, we'll figure it out...all of us. But if it's not, then please Chuck, just let me go.
C: It's just a game. I hate to lose. You're free to go.
B: Thank you.

S: Chuck, why did you just do that?!
C: Because I love her... And I can't make her happy.


GG






Ok, agora temos duas pessoas profundamente infelizes...



_______________________________________________________________________________________

19 de julho de 2010

aqui, ali

_______________________________________________________________________________________

Estar em casa me faz pensar em você. Mas não daquele jeito bobo e sentimental - apaixonado. Penso em você enquanto alguém que não está mais aqui. Passei um bom tempo tentando me lembrar das coisas que aconteceram naquela época, algo que explicasse como isso tudo foi acontecer. E é óbvio que eu não encontrei a resposta.
A primeira reação foi tentar colocar a culpa em você. “Somos muito diferentes”. Tentei culpar seus ideais, suas mágoas antigas e seu medo quase irracional de me deixar entrar na sua vida. Depois, culpei a mim mesma. Talvez eu tenha exigido demais de você. Não fui capaz de entender que não demonstrar não é o mesmo que não sentir. E você demonstrou - do seu jeito, quando eu não estava mais ali pra ouvir...
E, então, me senti de novo como da última vez em que você me trouxe (e eu saí do carro sem me despedir e entrei em casa sem olhar pra trás). O coração saltando no peito, forte, rápido. Aquele peso no estômago que te faz se encurvar, numa tentativa inconsciente de se proteger sabe Deus do quê. E depois o vazio – a nítida sensação de que você perdeu algo que estava ali, dentro de você.
O problema é que eu me acostumei a pensar que você sempre estaria aqui. Eu tinha certeza de que toda vez que eu voltasse, poderia te chamar pra tomar um café ou assistir a um filme bobo em uma terça-feira fria. O problema é que dessa vez você não está aqui. E eu me pego pensando se eu deveria mesmo ter deixado você partir.


_______________________________________________________________________________________

13 de junho de 2010

tá bom. senta lá, cláudia.

_______________________________________________________________________________________


A gente vive lendo e ouvindo por ai que é necessário se arriscar mais, dar vazão aos sonhos e desejos, se dar o direito de viver. Dizem-nos que o medo apenas nos distancia das oportunidades. Convencem-nos de o segredo é não nos protegermos tanto...

Ok. E o que eles vão dizer agora quando, ao sair da fortaleza que me mantinha livre dos perigos, ganho de presente uma coleção de frustrações e mágoas. Cadê todo mundo agora pra me dizer que a beleza da vida está nas emoções vividas? As marcas que as tão propagandeadas experiências deixaram em mim são apenas cicatrizes feitas pelos cacos dos sonhos que deixei cair.

No fim, todos os filósofos, todos os poetas, todos os românticos incuráveis e todos os palpiteiros de plantão sucumbem diante da incomoda realidade: na vida real, abrir os braços e se permitir voar pode sim proporcionar fortes e inesquecíveis emoções, mas também te garante uma bela de uma queda.


_______________________________________________________________________________________

22 de maio de 2010

promessa

____________________________________________________



"Dessa vez eu vou tentar sorrir
nem que seja só pra constatar que eu não consegui."



____________________________________________________

18 de maio de 2010

é exatamente isso

10 de abril de 2010

confissões

____________________________________________________


Confessei ter me cansado do blog.
Confessei ter perdido a mão.
Confessei a culpa por tê-lo tornado (apenas) óbvio e um tanto menos utópico.

Que seja! Ainda que a forma tenha perdido seus atrativos e a dona o ímpeto juvenil de escrever, ele ainda fala do que é menos óbvio na vida: viver.

____________________________________________________